
Hoje vamos falar um pouco da Ginástica Artística e suas perspectivas para 2008.
No ano passado tivemos grandes conquistas, o PAN foi recheado de medalhas, várias delas de ouro, como nunca antes ocorrera, além disso tivemos várias conquistas em etapas da copa do mundo, e principalmente as conquistas no mundial da Alemanha. Lá veio o ouro do Diego Hipólito no solo, aliás um bicampeonato mundial, e um bronze que pra mim vale por 4 medalhas, que foi o de Jade Barbosa no indivudual Geral, prova mais difícil da modalidade, envolvendo os 4 aparelhos, é esta prova que mostra quem são os melhores do mundo.
O Diego já não era mais uma revelação, é uma realidade há muito tempo e, sem dúvida, vai chegar a Pequim como um dos favoritos no Solo, e também com boas chances no Salto, prova na qual ele cometeu um erro que o tirou da final no mundial. O Diego terá que saber conviver com essa pressão, o que aliás ele já tem feito e muito bem. Com certeza ele tem uma boa cabeça e ainda trará muitas alegrias para o Brasil. Medalha em Pequim, não dá pra garantir, pois o nível é altíssimo, mas que com certeza ele vai estar entre os melhores e brigando por uma isso dá pra afirmar.
A Jade, se era uma revelação, depois de 2007 deixou de ser. É mais um nome para ficar na história do nosso esporte, uma ginasta completa. Espero que o seu emocional seja bem trabalhado (Haja visto o poder de superação dela no PAN) e que ela nos dê muita alegria, especialmente em Pequim. A brasileira já preocupa os chineses, três dias após executar o movimento que leva o nome da tricampeã mundial no salto, Fei Cheng, um jornalista chinês ligou para a CBG atrás de informações. É o nosso talento deixando os anfitriões da olimpíada atônitos.
Esses 2 nomes e muitos outros que surgiram nos último anos, como Daiane, Danielle, Laís e Mosiah são a prova da evolução deste esporte no Brasil, muito em função do trabalho feito pela confederação, o intercambia com técnicos estrangeiros de peso, e o investimento nos nossos atletas. Fiquemos na torcida por uma (ou mais) medalha olímpica, pra aumentar ainda mais o incentivo aos nossos jovens ginastas, e que a nossa mídia não exagere na torcida, como fez com a Daiane em 2004, vamos torcer e muito, mas pra torcer não precisamos saber de nada da vida particular dos atletas. Acho que a mídia apela um pouco às vezes. Que a imprensa acompanhe a preparação dos atletas e cubra os campeonatos, mas sem extrapolar esses limites.
Izaac Shallon
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