
Os campeões mundiais da Classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, conquistaram ontem, no Rio, a esperada vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. Esperada depois do anúncio, há algum tempo, da desistência de Torbem Grael da campanha Olímpica para se dedicar a regata de volta ao mundo, caso contrário a disputa seria imprevisível e emocionante. Mas quem disse que não foi? Se o Torben não estava havia um Grael no caminho de Robert para Pequim, Lars Grael disputou ponto a ponto a vaga na olímpíada, com o seu companheiro Marcelo Jordão, Lars, que é amputado de uma perna, depois de um acidente com um barco, mostrou mais uma vez toda a sua experiência e chegou a liderar a seletiva, mas no final prevaleceu o talento de Robert, que foi elogiado pelo seu adversário: "Perdemos para a melhor dupla de Star do mundo. O Brasil vai estar muito bem representado em Pequim. o Robert tem um aproveitamento fantástico. Participou de quatro Pan-Americanos e tem três medalhas de ouro e uma de prata. Participou de três Jogos Olímpicos e conquistou dois ouros e uma prata. Ele vai pra Qingdao (local das regatas olímpicas) com muita chance de conquistar mais um ouro", elogia Grael, dono de duas medalhas olímpicas na classe Tornado. Scheidt retribuiu o elogio, falando sobre Lars: "Ele é uma pessoa exemplar, um cara para ser admirado. Apesar do acidente que teve, ele ainda compete em um nível internacional altíssimo".
Robert Scheidt pode ser o primeiro brasileiro tricampeão olímpico, o seu talento é inquestionável e mesmo mudando de Classe, da laser para a Star, ele continua no topo. O Lars também é um grande exemplo do nosso esporte. Agora é torcer pelo Brasil em Pequim.
Nas outras classes, Ricardo Winick, o Bimba, se garantiu na RS:X, após a desistência do seu pupilo, Albert Carvalho, na RS:X feminina a jovem Patrícia Freitas (17 anos) deu o troco em Patrícia Castro, que consquistara a vaga no PAN, e se garantiu em Pequim. Já estavam classificados anteriormente, por índice técnico, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, no 470 feminino; André Fonseca e Rodrigo Duarte, no 49er; Fábio Pillar e Samuel Albrecht, no 470 masculino. A classe Finn é a única que será decidida nesta sexta-feira, último dia da Seletiva (O líder é o carioca Eduardo Couto.
A classe laser ainda terá sua seletiva, visto que essa semana tivemos o mundial da classe, no qual o brasileiro Bruno Fontes foi o 11º, quase se classificando para a regata final (Match Race).
Espero que a Vela traga mais alegrias para o Brasil em Pequim, posteriormente estarei dando mais detalhes das chances de cada classe aqui no Blog.
Izaac Shallon
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