sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Política e Esporte

O esporte sempre sofre interferência com a política, ou mesmo esta sofre interferência daquele. Essa semana tivemos algumas notícias de caráter político e que tem influência no mundo do esporte.

Uma delas foi a renúncia oficial de Fidel Castro ao poder de Cuba, durante o período "fidelista" Cuba, até como forma de propaganda, Cuba investiu muito nos seus atletas das mais diversas modalidades, e teve uma evolução no âmbito esportivo simplesmente extraordinária, basta levar em consideração o número de medalhas olímpicas conquistadas por Cuba no período, em comparação com as poucas conquistas anteriores. Porém, após a queda da Alemanha comunista e da dissolução da União Soviética, que apoiava e muito financeiramente o esporte cubano, Cuba teve um certo declínio no seu rendimento no esporte, apesar de se manter entre as principais potências. Como quem assumiu o poder em Cuba foi o irmão de Fidel creio que o apoio vai continuar, mas não como em outras épocas.

Clique no link abaixo e leia a interessante reportagem do Uol Esporte sobre o assunto:

http://olimpiadas.uol.com.br/ultimas/2008/02/20/ult5584u477.jhtm

Abaixo veja fotos de Fidel Castro e sua ligação com o esporte:

http://olimpiadas.uol.com.br/2008/album/080220fidelesporte_album.jhtm


Outro destaque da semana é o caso Kosovo, que declarou de forma unilateral sua independência, mas esta não foi reconhecida pela Sérvia. O astro do esporte sérvio, Novak Djokovic, número 3 do mundo no tênis e atual campeão do Aberto da Austrália defendeu, em depoimento mostrado num telão no centro de Belgrado, a manutenção da província do Kosovo sob o domínio sérvio: “Kosovo é a Sérvia e assim tem quer ser para sempre”, declarou o tenista. Esperamos que essa região de tantos conflitos e de tanto sangue derramado dessa vez não tenha que passar por mais uma guerra. Em termos dos Jogos de Pequim não deverá haver mudanças em relação ao Kosovo, os atletas da província que cumprirem as exigências olímpicas, poderão participar do evento sob a bandeira Sérvia.

Por último em notícia veiculada hoje um congresso internacional realizado em Taipei (TAI) acusou nesta sexta-feira as grandes potências mundiais de ignorar as violações dos direitos humanos na China, algo semelhante ao que se passou nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim.
O congresso 'Os Direitos Humanos na China e os Jogos Olímpicos de Pequim 2008', organizado pela seita budista Falun Gong, com sede na China, e a Fundação Cultural de Taiwan, terminou nesta sexta com um pedido ao Comitê Olímpico Internacional (COI)."A China segue sem cumprir a sua promessa de melhorar a situação dos direitos humanos antes dos Jogos. A situação está piorando e o COI deveria exigir mudanças", dizia o comunicado oficial.

Com certeza as duas situação são bem diferentes (Berlim e Pequim), mas vamos ver se o COI se manifesta a respeito.

Izaac Shallon

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